História do Tênis

Tênis

Antes de ser jogado com raquetes, o tênis tem suas origens em modalidades disputadas na Antiguidade apenas com a palma das mãos. Há registros de jogos disputados apenas com uma bola e as mãos desde o Egito Antigo até a Europa do século 5. Uma versão mais parecida com o tênis moderno surgiu no século 12, na Itália e na França, onde monges praticavam algo similar em pátios fechados, delimitando o espaço de jogo.


Até chegar às regras e às delimitações de quadra que possui hoje, o tênis passou por muitas mudanças. Adotado pelos aristocratas europeus, passou a dividir espaço com outra modalidade bastante praticada à época: o croquet. Tanto que um tradicional clube britânico, o All England Croquet, passou a ser chamado de All England Lawn Tennis and Croquet Club, onde até hoje é realizado o Torneio de Wimbledon.


Foi questão de tempo para a criação de entidades nacionais e da federação internacional. Com regras definidas, o primeiro torneio foi realizado em 1877, na Inglaterra. O primeiro jogador a dominar o circuito foi o britânico W. Ravenshaw, responsável por introduzir a técnica do voleio. Campeão pela primeira vez em 1881, ele colecionou troféus por sete anos.


O tênis estreou logo na primeira edição dos Jogos Olímpicos, em 1896, em Atenas. Até 1924, os títulos olímpicos foram basicamente dominados por britânicos, franceses e norte-americanos. Em Amsterdã-1928, a modalidade não fez parte do programa olímpico e só retornou em Seul-1988.


A partir dos Jogos de Sydney-2000, o tênis olímpico passou por uma alteração fundamental. O torneio começou a contar pontos para o ranking da Associação de Tenistas Profissionais (ATP), atraindo os principais nomes do esporte, que antes desdenhavam as Olimpíadas para priorizar a preparação para outros torneios. Nas últimas duas edições, tenistas consagrados entre os melhores do mundo conquistaram o ouro olímpico: o espanhol Rafael Nadal, em Pequim-2008, e o britânico Andy Murray, em Londres-2012.